O uso de bicicletas e o desrespeito ao ciclista em Belo Horizonte.

25 08 2011

Com o surgimento das ciclovias, está em tempo de debatermos um pouco sobre o assunto.

Desde que nos entendemos por gente sabemos que infelizmente, nós brasileiros, não temos a cultura de compartilhar o trânsito. E isto no Brasil é uma cultura de certa forma importada,  nunca foi tupiniquim, assim como os nossos veículos. Dos V8′s americanos aos esportivos europeus, passando pelas famosas motocicletas choppers, a cultura do consumismo e do petróleo imperam de forma implacável, avassalando o universo. Mas a grande verdade é que estes ícones motorizados também não podem ser responsabilizados por determinados comportamentos no trânsito. Pra quem já passa da casa dos 30 anos de idade, é fácil lembrar que quando éramos jovens não necessitávamos, pela lei, usar capacetes para transitar de motocicleta pela cidade. E ninguém perdia a cabeça andando de moto… O fato é que infelizmente sofremos com a falta de organização dos nossos órgãos governamentais. Em Brasília por exemplo, os responsáveis faziam campanhas a favor ao respeito às faixas de pedestres, enquanto os policias faziam plantões nas mesmas com seus blocos de multas em mãos. O Brasil sofre com o fraco processo eleitoral, com a corrupção e com o próprio descaso dos brasileiros quando o assunto é democracia. A política é defasada, assim como as leis. Estes fatos, aliados com a falta de educação, outro problema sério, abrem as portas para o que podemos chamar de canibalismo urbano.

Com a implantação das ciclovias em Belo Horizonte, nós como ciclistas profissionais, estamos sempre sendo indagados sobre o assunto, e ficamos impressionados ao comparar as opiniões. Chegamos a ficar perplexos com alguns comentários, principalmente quando relacionados à origem. Tem muita gente instruída dizendo que as ciclovias não vão servir pra nada, aliando esta opinião a geografia de altos e baixos da cidade. Para exemplificar de forma “tosca” como diriam os mais jovens, já ouvi pessoas super bem relacionadas com o mundo moderno dizendo que as ciclovias em Belo Horizonte são um projeto falho, que nunca vai dar certo. Também já vimos muitos chamados suburbanos apoiarem o projeto com uma visão bem mais atual. Não que eles tenham mais necessidade monetária de circular de bicicletas, mas com a convicção de estar contribuindo por uma vida melhor para si mesmo e para as demais pessoas que vivem dentro de um mesmo espaço chamado cidade. Lembramos que na Europa todas as pessoas, de qualquer nível social, usam bicicletas no seu dia-a-dia. O fato é que uma andorinha só não faz verão. Precisamos de uma rede de ciclovias interligando toda a cidade e suas regiões. Devia ser assim com o nosso metro também. Um outro exemplo é em relação ao projeto de urbanização, ruas fechadas e instalação de ciclovias na Savassi. Os lojistas reclamando que as obras estão prejudicando as vendas, estão solicitando que as obras parem para o período de festas de fim de ano. E digo mais, é mais fácil a prefeitura parar o projeto do que resolver de forma mais rápida.

A realidade é que mesmo com todas as dificuldades impostas pela falta de educação no trânsito, é crescente a necessidade de um trânsito mais ameno, respeitador e amigável. Como já dizia o poeta. Gentileza gera gentileza.

Você já reparou como as bicicletas invadiram a sua vida de alguma forma ultimamente. Novelas, comerciais, viagens, centros urbanos, parques… Cada vez mais. Lembre-se também que a bicicleta foi o primeiro sonho de consumo de muitas pessoas. Antes das motos e dos carros. Infelizmente a maioria dos brasileiros, mesmo sem condições, não cultuam a cultura do simples… bom pra refletir.

É aí que voltamos para discutir o uso das bicicletas e das ciclovias no Brasil. Porque não temos esta cultura mesmo tendo uma população carente financeiramente e precisando de soluções para o trânsito na maioria das cidades? A resposta: EDUCAÇÃO E CIDADANIA. Resumindo? GOVERNO! Basta você observar para reparar que as ciclovias não são respeitadas. Os blocos de concreto instalados para a ciclovia são quebrados pelos veículos, que também usam o espaço para estacionar. Culpa da pressa? A maioria das pessoas simplesmente ignoram as faixas de trânsito, as faixas de pedestres.

E isso também vem de berço. O problema é que no Brasil podemos associar isto, sem dúvida nenhuma, à currupção e a falta de interesse público que o brasileiro desenvolveu. Basta nos comparar aos argentinos e europeus por exemplo, com as suas manifestações bombásticas. Não que devemos apoiar a violência, mas tudo tem limite. E o nosso já se foi faz tempo mas ninguém se preocupa. Isso sem falar do Congresso, do Senado, da ignorância de muitos políticos eleitos por uma população ignorante. Brasília é uma piada. Aliamos isso ao tal jeitinho brasileiro e pronto, nada se resolve no Brasil.

Vamos continuar a faxina? Até a próxima…

Um grande abraço e bons pedais.
Luiz Morais – Magrela’s LifeStyle Cicloturismo.





Danny Macaskill – Volkswagen

10 08 2010

Danny Macaskill detona em um comercial da Volkswagen na cidade de Lisboa.





Estilo livre com uma speed – Raleigh Carbon

23 06 2010

Não é todo dia que você vê uma bicicleta de estrada de carbono sendo utilizada como uma estilo livre – pulando em cima de pedregulhos na praia e arrepiando nos estilos em um parque de skate.

A lenda britânica Martyn Ashton faz exatamente isso e muito mais em seu vídeo mais recente.

Veja o clipe:





Volkswagem Think Blue – A bicicleta sustentável

9 06 2010

A Volkswagen apresentou no Auto China 2010 o protótipo Bik.e, o primeiro veículo de duas rodas desenvolvido pela montadora alemã.

Ela foi desenvolvida para ser uma extensão do carro, que você pode deixar num estacionamento num dia de trânsito ou quando for se locomover sozinho, economizando combustível e melhorando o tráfego. Ela é dobrável, projetada para encaixar perfeitamente no compartimento do pneu estepe e é motorizada. Para carregá-la, é só ligar no acendedor do próprio carro ou numa tomada comum.





Cicloturismo nas Cidades Européias

5 06 2010

Olá.

Uma das coisas que você não pode deixar de fazer ao viajar pela Europa é, com certeza, realizar um tour de bicicleta pelas cidades.

Com certeza é a melhor forma de se conhecer uma cidade européia. Lembrando que a geografia sempre ajuda, o mais importante mesmo é que por toda a Europa, a bicicleta é respeitada e admirada. Em uma cidade que você não conhece, a bicicleta é uma grande pedida para um reconhecimento e aliada à facilidade de ir e vir pelo trânsito, torna-se uma grande opção para o seu primeiro dia em qualuquer cidade. Mesmo fora da Europa também.

Listamos aqui algumas das empresas de cicloturismo e suas respectivas cidades. Algumas delas trabalham também com passeios guiados.

Aproveite…

Amsterdam

http://www.orangebike.nl

http://www.macbike.nl

http://www.rentabike.nl

http://www.cycletours.com

http://www.yellowbike.nl

Barcelona

http://www.bikerentalbarcelona.com

http://www.mybeautifulparking.com

http://www.budgetbikes.eu

http://www.barcelonetabikes.com

http://fattirebiketours.com

http://www.barcelonaciclotour.com

http://bikecityrent.com

http://www.bicing.cat

http://www.bikespain.info

Berlim

http://fattirebiketours.com

http://www.berlinonwheels.com

http://www.mietradmitte.de

http://www.sirinalata.de

http://www.fahrradstation.com

http://www.alex-rent-a-bike.de

Bruxelas

http://www.brusselsbiketours.com

Londres

http://fattirebiketours.com

http://www.londonbicycle.com

http://www.velorution.biz

http://guidedbiketourlondon.com

http://www.cycletourslondon.com

http://www.revolutiontours.co.uk

http://www.biketoursoflondon.com

Madrid

http://www.bikespain.info

http://www.bravobike.com

http://www.madaboutmadrid.com

http://www.mad-bike.com

Paris

http://fattirebiketours.com

http://www.allovelo.com

http://www.parisvelosympa.com

http://www.bikeabouttours.com

http://www.velib.paris.fr

http://www.parisbiketour.net

Roma

http://www.topbikerental.com

http://www.bikeaway.it





Yike Bike

13 05 2010

Uma coisa é certa, hoje em dia ninguém tem mais tempo pra nada. Já que ultimamente a vida está tão corrida, a pior coisa do mundo é perder o pouco tempo que temos no trânsito. Pra resolver este tipo de problemas é que inventaram os transportadores pessoais. Dentre eles, o mais famoso do mundo é o Segway, mas melhor do que o Segway, este da imagem acima oferece praticidade. A Yike Bike é uma bicicleta genial que une três fatores fundamentais de uma boa invenção: simplicidade, práticidade e economia. Ficou curioso em ver como ela funciona? Confira um vídeo a seguir com uma demonstração de seu funcionamento. [...]

Yike Bike

Veja o vídeo:

A Yike Bike é fabricada por uma empresa da Nova Zelândia que afirma que é a menor e mais leve bicicleta dobrável do mundo! É feita de fibra de carbono, pesa apenas 10kg e suporta até 100Kg de peso. Pode ser totalmente carregada na tomada em 30 min. com autonomia para 10 Km e atinge velocidades de até 25 km/h. Gostou dela? A Yike Bike está a venda no site do fabricante neste link. Pra ter uma dessas você terá que desembolsar € 3.440, ou seja, aprox. R$ 8.000,00. Caro não?! Será que precisa pagar IPVA?





Raios Quebrados

12 05 2010

Autonomia é a alma do negócio.

Um dos principais problemas mecânicos enfrentado por cicloturistas, principalmente os que carregam muito peso, é o raio quebrado.

Existem rodas, cubos e aros próprios para o cicloturismo, normalmente com um número maior de raios (36, 40 e até 48), o que diminui a tensão final que cada raio tem que suportar, mas são caras e podem tornar-se uma dor de cabeça em caso de precisar de reposição em lugares mais isolados.

Por mais cuidado que você tenha, quebrar um raio é sempre um risco, e na grande maioria das vezes, o raio quebrado está no único lugar inacessível, o lado direito da roda traseira, onde fica o cassete da relação da bicicleta. Isso acontece, principalmente, em conseqüência da corrente cair entre o cassete e os raios e danificá-los, tornando-os mais frágeis.

Se você quer ser o mais autônomo o possível no que diz respeito a ferramentas para fazer toda a manutenção de sua bicicleta (em muitos locais, você não tem outra opção), precisa ter as ferramentas para sacar o cassete da roda traseira.

As ferramentas normalmente utilizadas para sacar o cassete são grandes e pesadas.

Muitos cicloturistas optam por não carregar essas ferramentas devido a seu volume e peso.

Saca CasseteSaca Cassete

saca cassete

DICA QUENTE – Magrela’s LifeStyle Blog

O fabricante de ferramentas J. A. Stein criou uma fantástica solução para quem quer emagrecer um pouco sua caixa de ferramentas, uma fermenta menor que uma caixa de fósforos (Mini Cassete Lock) que substitui todo esse kit necessário para sacar o cassete, utilizando a corrente da própria bicicleta para soltar o cassete.

Stein Mini Lock Visão Frontal

Stein Mini Lock Visão Frontal

Stein Mini Lock Visão Traseira

Stein Mini Lock Visão Traseira

Stein Mini Lock Instalação

Stein Mini Lock Instalação

Stein Mini Lock Posição para Remoção

Stein Mini Lock Posição para Remoção

Stein Mini Lock Posição "Tighteining"

Stein Mini Lock Posição "Tighteining"

MAIS UMA DICA QUENTE – Magrela’s LifeStyle Blog

Outra ferramenta importante que todo cicloturista deve ter em mãos, ou melhor, no menor bolso, é o Fiber Fix. Substituir um raio quebrado na estrada ou trilha, especialmente se for do lado do cassete da roda traseira, pode ser uma grande dor de cabeça. O FiberFix é um cabo flexível que você passa pelo cubo e então estica para trazer a sua roda traseira à posição correta.

Fiber Fix

O Fiber Fix é um produto disponível já há algum tempo composto por uma corda de fibra de aramida* (mais conhecida como Kevlar = marca registada da DuPont) muito resistente e leve e um sistema de trava com um nipple. Trata-se de um polímero resistente ao calor e sete vezes mais resistente que o aço por unidade de peso.

Fiber Fix em ação!

Quanto mais remota for a área, mais carga você carregar, mais ruin seja a estrada (ou a falta dela), mais você vai necessitar de um ou dois destes. Após o desaparecimento dos produtos anteriores, não tivemos nenhum substituto, até agora, mas a Morrison-Barrios não só trouxe a idéia de volta, mas a melhorou!

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ESPECIFICAÇÕES

Substitua seu raio quebrado de qualquer comprimento sem necessidade de remover pedaços quebrados!
Raio de aramida (kevlar) com a extremidade de metal com rosca e nipple.
Diâmetro: 2,0 mm
Comprimento: 450 mm

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